Um ano após o assassinato de Yara Paulino da Silva, de 28 anos, o caso que chocou o Acre permanece sem respostas. Yara foi morta no dia 24 de março de 2025, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, e o desaparecimento de sua filha, a bebê Cristina Maria, continua sem solução.
A jovem foi retirada de sua casa e assassinada na frente de seus outros dois filhos. Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime foi cometido por integrantes de uma facção criminosa e tratado como uma forma de ‘disciplina’.
Na época, circularam boatos de que Yara teria matado sua própria filha e escondido os restos mortais em um saco de ração. No entanto, essa informação foi descartada após análise do Instituto Médico Legal (IML), que confirmou que a ossada encontrada em uma área de mata era de um animal.
O caso ganhou notoriedade devido ao desaparecimento de Cristina Maria, que tinha cerca de três meses na época. A criança nunca foi localizada. Dias antes de ser assassinada, Yara informou a vizinhos que sua filha havia sumido e acusou o ex-marido, Ismael Bezerra Freire, de levá-la sem autorização. A foto da bebê foi compartilhada em grupos de mensagens com pedidos de informações, mas o desaparecimento não foi formalmente comunicado à polícia.
A criança não havia sido registrada oficialmente devido a problemas na documentação da mãe, e o registro só foi feito dias após a morte de Yara. Cristina foi incluída no sistema Amber Alert, que divulga informações sobre crianças desaparecidas, mas até hoje não há pistas concretas sobre seu paradeiro.
Investigadores consideraram a hipótese de que a menina possa ter sido entregue ilegalmente a terceiros, possivelmente com o consentimento dos pais. O delegado Alcino Sousa Jr. destacou que Yara poderia ter se arrependido da situação, o que poderia ter motivado o crime.
Um mês após o crime, no dia 29 de abril de 2025, a Polícia Civil prendeu oito suspeitos, incluindo Ismael e seu irmão, Mizael Bezerra. Outro homem, conhecido como “Falcão”, também foi detido e apontado como participante das agressões que levaram à morte de Yara. As prisões foram mantidas pela Justiça e o Ministério Público do Acre.
Um ano após o crime, não há atualizações relevantes sobre o caso ou sobre a localização de Cristina Maria. Familiares espalharam cartazes com a foto da criança em busca de informações, mas nenhuma pista concreta foi confirmada. Informações sobre o paradeiro de Cristina podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp (68) 99912-2964.

