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Casos de síndromes gripais aumentam no Acre, aponta boletim da Fiocruz

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 07:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Acre registrou um aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última sexta-feira (6). A análise abrange dados da Semana Epidemiológica 8, entre 22 e 28 de fevereiro, e indica um crescimento nos registros nas últimas seis semanas.

Além do Acre, a capital Rio Branco está entre as cidades brasileiras com nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, ao lado de Manaus (AM), Belém (PA) e Porto Velho (RO).

De acordo com a Fiocruz, o aumento recente é especialmente notável entre crianças e adolescentes, possivelmente relacionado ao retorno às aulas e à maior circulação de vírus respiratórios em ambientes escolares. O boletim também aponta um início ou manutenção do aumento de casos entre crianças de até 2 anos, principalmente associado ao vírus sincicial respiratório.

Outros vírus identificados incluem o rinovírus, que tem contribuído para o aumento de hospitalizações em crianças e adolescentes, e a influenza A, que afeta jovens, adultos e idosos. O Acre já havia registrado 265 notificações e 2 mortes por síndrome respiratória em menos de 2 meses.

O levantamento mostra que vários estados da região Norte apresentam tendência de crescimento ou níveis de alerta para SRAG. Além do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia estão entre as unidades da federação com atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas analisadas.

No boletim anterior do InfoGripe, referente à Semana Epidemiológica 7 (15 a 21 de fevereiro), o Acre já apresentava incidência de SRAG classificada como risco, mas sem tendência de crescimento a longo prazo. Naquele momento, a alta de hospitalizações estava associada principalmente à influenza A e ao vírus sincicial respiratório.

No cenário nacional, o Brasil também indica um crescimento da doença, com 14.370 casos de SRAG notificados em 2026. Desses, 35% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 43,1% tiveram resultado negativo e 14,4% aguardam resultado laboratorial.

Entre os casos positivos deste ano, os vírus mais identificados foram: rinovírus (40%), influenza A (20%), Sars-CoV-2 (Covid-19) (17%), vírus sincicial respiratório (13,6%) e influenza B (1,7%). A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre idosos, com a maioria das mortes associadas à Covid-19, seguida pela influenza A.

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