A psicóloga colombiana Catalina Giraldo, de 30 anos, busca acesso ao suicídio assistido devido a um quadro psiquiátrico complexo que a aflige há mais de uma década.
Giraldo foi diagnosticada com transtorno depressivo maior grave e persistente, transtorno de ansiedade e transtorno de personalidade borderline. Ela já tentou cerca de 40 esquemas farmacológicos, anos de psicoterapia, terapia eletroconvulsiva e infusões de cetamina, além de ter passado por nove internações desde 2019.
Em entrevista ao telejornal colombiano Noticias Caracol, Giraldo afirmou: “Sinto que é um inferno. Estou tão cansada de ter que lidar com isso o tempo todo […] Para mim, já chega”.
No final de 2025, ela fez um pedido ao sistema de saúde colombiano para acessar a assistência médica ao suicídio, um mecanismo legal que permite ao paciente optar por morrer com acompanhamento médico.
Embora a Colômbia tenha avançado no reconhecimento do direito à morte digna, Giraldo teve negados os pedidos de eutanásia e suicídio assistido. Ela e seu advogado, Lucas Correa Montoya, travam uma batalha judicial para que ela se torne a primeira colombiana a obter acesso ao suicídio assistido.
Em setembro de 2025, Giraldo solicitou a eutanásia à sua entidade promotora de saúde (EPS), mas o pedido foi negado sob a justificativa de que ela não possui uma doença grave e incurável. O advogado de Giraldo argumenta que não é necessário esgotar todas as opções de tratamento para acessar a eutanásia.
Após a negativa, Giraldo entrou com uma ação de tutela, reivindicando seu direito à morte digna. O juiz negou o pedido, alegando que ela não havia solicitado uma revisão do seu pedido de eutanásia. O advogado considera a decisão equivocada, já que Giraldo busca assistência médica ao suicídio, não eutanásia.
A Corte Constitucional da Colômbia já decidiu que médicos não cometem crime ao ajudar pacientes a suicidarem-se em casos de sofrimento intenso, mas a assistência médica ao suicídio ainda não foi regulamentada. Giraldo e seu advogado esperam que a Corte analise o caso e determine a regulamentação necessária.
“”Para mim, pedir o suicídio medicamente assistido é um ato de amor — um ato de amor comigo mesma, mas sobretudo um ato de amor com a minha família”, disse Giraldo.”


