O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a inteligência artificial já alcançou o nível de aprendizado humano durante uma conferência da empresa em 17 de março de 2026. Em entrevista ao cientista da computação Lex Fridman, Huang foi questionado sobre a capacidade de uma IA comandar uma empresa de US$ 1 bilhão.
“Acho que agora é a hora. Acho que alcançamos a inteligência artificial geral [AGI, na sigla em inglês]”, disse Huang no episódio da última segunda-feira (23). Ele exemplificou com o agente de IA OpenClaw, que pode automatizar tarefas como gerenciar e-mails e ler contratos.
Huang comentou que não seria impossível que um usuário do OpenClaw criasse um serviço web que se tornasse popular rapidamente. Ele também observou que, embora pessoas estejam lançando agentes de IA e obtendo lucros, essas experiências não são suficientes para criar grandes empresas. “Agora, a probabilidade de 100 mil desses agentes criarem a Nvidia é 0%”, afirmou.
O executivo ressaltou que as pessoas estão preocupadas com seus empregos e lembrou que o propósito do trabalho e as ferramentas utilizadas não são a mesma coisa.
Especialistas contestam a declaração de Huang, afirmando que a inteligência artificial ainda não alcançou todo o seu potencial. O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Álvaro Machado Dias, destacou que é exagero afirmar que IAs podem gerir grandes empresas, embora possam torná-las mais produtivas.
Ele explicou que a inteligência artificial ainda enfrenta dificuldades em realizar tarefas que parecem simples para humanos, como dirigir em regiões não mapeadas. A professora Esther Luna Colombini, do Instituto de Computação da Unicamp, acrescentou que, embora as máquinas superem humanos em muitas atividades, elas ainda são ineficazes em tarefas que consideramos triviais.
A inteligência artificial geral teria a capacidade de entender o que não compreende e buscar formas de se aprofundar nessas lacunas, permitindo realizar tarefas que hoje são impossíveis.


