O Irã mantém segredos subterrâneos conhecidos como ‘cidades de mísseis’, que são complexos militares usados para armazenar, fabricar e lançar armamentos estratégicos. Essas instalações são controladas pela Guarda Revolucionária Islâmica e são fundamentais para a estratégia de defesa do país.
Localizadas em regiões montanhosas, como as cordilheiras de Zagros e Alborz, as bases são projetadas para resistir a ataques, estando a até 500 metros de profundidade. Elas são protegidas por camadas de concreto reforçado e pela própria rocha das montanhas, o que diminui o impacto de bombas de alta potência.
Essas estruturas, devido ao seu tamanho e complexidade, são chamadas de ‘cidades’. Contam com sistemas próprios de energia, água e purificação de ar, além de alojamentos que podem abrigar militares por longos períodos. Túneis que se estendem por quilômetros permitem o transporte interno de armamentos.
O Irã afirma ter centenas dessas instalações, onde são armazenados mísseis balísticos e de cruzeiro de curto e médio alcance. Esses mísseis têm alcance de até 2.000 quilômetros, podendo atingir alvos em Israel e Arábia Saudita, além de locais mais distantes na Ásia e Europa.
Os lançamentos podem ser realizados a partir de silos verticais, que possibilitam disparos em sequência, ou por caminhões lançadores móveis, que podem operar a partir dos complexos subterrâneos ou de áreas adjacentes. As bases são consideradas alvos prioritários por países como Estados Unidos e Israel.
Estima-se que o Irã possua entre 2.000 e 3.000 mísseis, a maior parte armazenada nessas instalações. A localização de muitas dessas estruturas permanece desconhecida. Especialistas indicam que, até o momento, não há evidências de ligação direta entre essas bases e o programa nuclear iraniano, com o arsenal atual composto por explosivos convencionais, embora alguns modelos possam ter capacidade técnica para transportar ogivas nucleares no futuro.


