Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Cientistas identificam molécula que inibe crescimento de células cancerígenas
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Cientistas identificam molécula que inibe crescimento de células cancerígenas

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de março de 2026 05:04
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Pesquisadores das universidades de Genebra e Marburg anunciaram uma nova estratégia no combate ao câncer, utilizando uma versão “espelhada” do aminoácido cisteína. O estudo, publicado na revista Nature Metabolism, destaca o potencial da D-cisteína para interferir no metabolismo de células cancerígenas sem afetar tecidos saudáveis.

A D-cisteína, uma forma rara do aminoácido, foi testada em células cancerígenas que possuem um transportador específico na superfície, permitindo a captação da molécula. Em contraste, células saudáveis não apresentam essa mesma facilidade de absorção.

Uma vez dentro da célula tumoral, a D-cisteína bloqueia a enzima NFS1, que é crucial para a produção de energia nas mitocôndrias. Sem essa enzima, as células cancerígenas entram em colapso funcional, produzindo menos energia e acumulando falhas no material genético, o que desacelera seu crescimento.

O oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas, observa que a D-cisteína pode oferecer um efeito seletivo, concentrando-se nas células tumorais devido à diferença na “porta de entrada”. Em testes com camundongos, a substância demonstrou desacelerar o crescimento de tumores mamários agressivos sem causar toxicidade significativa.

Apesar dos resultados promissores, Stefani alerta que a transição de um conceito teórico para um tratamento clínico é complexa e repleta de desafios. Ele destaca que muitos conceitos não se traduzem em benefícios reais para os pacientes.

A D-cisteína pode não destruir as células tumorais, mas sim retardar sua multiplicação, o que a torna uma potencial terapia adjuvante. Isso poderia permitir que outros tratamentos atuem de forma mais eficaz.

Os próximos passos incluem a realização de estudos clínicos em humanos, começando com a fase 1, que avaliará segurança e dosagem. As fases subsequentes analisarão a eficácia da D-cisteína em comparação com tratamentos já estabelecidos.

Notícia Anterior Estudo investiga anticoncepcional masculino a partir de sementes de mamão
Próximo notícia Entenda o que se sabe do caso dos primos encontrados mortos em carro abandonado no litoral de SP
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta