A colheita da safra de soja 2025/26 no Brasil alcançou 67,7% da área até 21 de março, conforme dados divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Esse índice está abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, quando a colheita atingia 76,4%, mas levemente acima da média dos últimos cinco anos, que é de 66,4%.
O avanço da colheita é influenciado pelas condições climáticas, que variam entre as regiões, impactando tanto o ritmo dos trabalhos quanto a qualidade da produção.
Em Mato Grosso, a colheita já atingiu 98,3% da área, mantendo altas produtividades nas áreas finais. Em Mato Grosso do Sul, o clima favoreceu o avanço para 87% da área colhida.
Em Goiás, apesar do progresso para 77%, a demora em alguns talhões resultou na redução do peso dos grãos. No Sudeste, a colheita também avança, mas enfrenta alguns entraves.
Em Minas Gerais, os trabalhos chegaram a 64%, mas a alta umidade dos grãos dificultou a secagem e impactou a logística nos armazéns. Em São Paulo, 62% da área já foi colhida, com produtividades superando as estimativas iniciais.
No Sul do Brasil, o clima continua sendo um fator determinante. No Paraná, a colheita alcançou 70%, mas foi interrompida em algumas áreas devido às chuvas. Em Santa Catarina, a redução das precipitações favoreceu o avanço para 25,4%.
No Rio Grande do Sul, os trabalhos ainda são iniciais, com 13% da área colhida, mas ganham ritmo com o retorno de condições climáticas mais favoráveis.
A Bahia apresenta bom desempenho, com 55% da área colhida, beneficiada pela redução das chuvas. O Piauí também avança, com 36% da área colhida e boas produtividades.
Por outro lado, as chuvas frequentes atrasam os trabalhos no Tocantins, que alcançou 68%, e no Maranhão, com 34%, além de comprometerem a qualidade dos grãos em algumas áreas.
De forma geral, apesar do avanço consistente, a colheita da soja nesta safra ainda apresenta atraso em relação ao ano passado, mas se mantém próxima da média histórica.
O plantio do milho segue em diferentes estágios nas principais regiões produtoras do país, com avanço dos trabalhos, mas ainda sob impacto de condições climáticas irregulares e desafios fitossanitários.
O levantamento da Conab apontou que o plantio do milho no Mato Grosso já foi finalizado, e as precipitações têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.
No Maranhão, o cenário é semelhante, com o fim dos trabalhos no campo, embora tenha sido registrada redução na área cultivada.
No Paraná, a irregularidade das chuvas, especialmente na região Oeste, já começa a afetar o potencial produtivo em alguns talhões.
Em Mato Grosso do Sul, o plantio ainda avança, mas enfrenta dificuldades pontuais devido às chuvas, que atrapalham o andamento das operações.
Em Goiás, mesmo fora da janela ideal, parte dos produtores ainda aposta no plantio do cereal, mas o aumento da incidência da lagarta-do-cartucho tem elevado os custos de produção.
Em Minas Gerais, o plantio segue em andamento, mas a frequência de dias nublados impacta o desenvolvimento das plantas em algumas regiões.
No Piauí, o plantio se aproxima da finalização, com lavouras apresentando bom desenvolvimento. No Tocantins, mesmo com o fim da janela ideal de cultivo, produtores ainda arriscam a semeadura do milho.
No Pará, o plantio ocorre de forma mais lenta, influenciado pelo atraso na colheita da soja, que limita o avanço das operações.
De forma geral, o plantio do milho no Brasil avança com bom ritmo em parte das regiões, mas ainda enfrenta entraves climáticos e aumento de custos, fatores que podem impactar o potencial produtivo da safra.


