O contra-almirante Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), foi morto em um ataque israelense, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, pelo Exército de Israel e pelo Comando Central dos EUA.
As autoridades iranianas ainda não se pronunciaram sobre a alegação da morte de Tangsiri, que tinha 62 anos. Ele foi fundamental no bloqueio do Estreito de Ormuz e orquestrou centenas de ataques com drones contra embarcações comerciais durante seu tempo no comando, segundo comunicados de autoridades israelenses e americanas.
Tangsiri nasceu na cidade portuária de Arvandkenar, localizada no extremo norte do Golfo Pérsico, e foi nomeado chefe da Marinha iraniana em 2018. Antes disso, atuou como o primeiro comandante regional da Marinha da IRGC, conforme informações dos militares israelenses.
Durante seu mandato, ele liderou esforços de fortalecimento militar que incluíram a aquisição de milhares de armas, principalmente mísseis e minas navais, de acordo com um oficial militar israelense. A autoridade de Tangsiri se expandiu durante a guerra, tornando-o responsável pela aprovação da maioria das atividades terroristas realizadas no domínio marítimo no sul do Irã.
O Departamento do Tesouro dos EUA designou Tangsiri como terrorista em junho de 2019, por agir em nome da Guarda Revolucionária Islâmica. Sanções adicionais foram impostas em 2023, relacionadas ao desenvolvimento de drones iranianos. Na época, ele era presidente do conselho da Paravar Pars, uma empresa iraniana sancionada por aliados ocidentais por fabricar drones Shahed fornecidos à Rússia.
O Comando Central dos EUA afirmou que Tangsiri foi responsável pela morte de “inúmeros civis inocentes” e pelo assédio a “milhares de marinheiros mercantes inocentes” com ataques a embarcações no Golfo Pérsico.


