Ali Akbar Velayati, conselheiro sênior do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que qualquer país que participar de uma ação militar contra o Irã enfrentará consequências negativas. A declaração foi feita nesta quinta-feira (26) à IRNA, agência de notícias estatal da República Islâmica.
“Qualquer participação em agressão militar contra o Irã certamente terá consequências negativas para os participantes”, disse Velayati, sugerindo que o Golfo Pérsico seria um ponto focal para retaliação. Ele acrescentou que “eventos certamente ocorrerão” que serão “prejudiciais para aqueles que ameaçam a segurança nacional do Irã”.
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares do Irã.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que os alvos eram apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Desde o início da guerra, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

