Um corretor de imóveis, identificado como Bruno Pianesso, é procurado pela polícia após tentar matar sua esposa, uma fisioterapeuta, a tiros e fugir com o filho do casal, de 4 anos, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, na noite de sexta-feira, 27 de março de 2026.
Segundo informações da Polícia Civil, o casal estava em processo de separação e a motivação do crime seria a recusa do suspeito em aceitar o fim do relacionamento. Imagens de uma câmera de segurança de um vizinho mostram o momento em que os disparos são ouvidos, seguidos pela fuga de Bruno em uma caminhonete em alta velocidade.
Apesar de ter fugido com o filho, o corretor deixou a criança na casa da avó e, em seguida, fugiu sozinho. A vítima foi atingida no peito por um dos tiros, mas conseguiu dirigir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu socorro médico. A polícia informou que ela passou por cirurgia e não corre risco de morte.
O crime ocorreu após a vítima comunicar ao suspeito, ainda pela manhã, que não queria mais manter o relacionamento. Segundo o boletim de ocorrência, Bruno não aceitou o término e chegou a afirmar que, se não ficasse com ele, ela não ficaria com mais ninguém.
A Polícia Militar informou que o suspeito possui registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). Na casa dele, foram encontradas mais de 3,7 mil munições de diferentes calibres, além de um cofre. Parte do armamento havia sido deixada anteriormente na casa de um conhecido, onde foram apreendidas uma pistola, um rifle e uma espingarda.
As investigações indicam que Bruno contou com ajuda para fugir. Após abandonar a caminhonete em uma área de mata às margens da MT-242, ele teria recebido apoio de um comparsa, que o levou até outro veículo. Esse homem foi abordado pela polícia e encaminhado à delegacia por favorecimento pessoal.
Bruno seguiu em direção ao município de Nova Ubiratã, a 476 km de Cuiabá, e continua foragido. Equipes realizam buscas na região para localizá-lo. O delegado responsável pelo caso, Bruno França, afirmou que a prioridade das forças de segurança é localizar o suspeito, que permanece em fuga. Caso ele não seja encontrado, a Polícia Civil deve solicitar a prisão preventiva. O caso foi registrado como tentativa de homicídio doloso, tentativa de feminicídio e favorecimento pessoal e é investigado pela Polícia Civil.


