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Corretora gaúcha é encontrada esquartejada em Florianópolis; investigações em andamento

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 00:01
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Polícia Civil investiga o desaparecimento da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que foi encontrada esquartejada em Major Gercino, Santa Catarina, dois dias após sua família registrar seu desaparecimento.

Três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no latrocínio. Os detidos são um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos, todos moradores do mesmo conjunto residencial que a vítima, localizado no bairro Santinho, em Florianópolis.

Luciani morava sozinha e mantinha contato frequente com sua família no Rio Grande do Sul. Ela atuava como administradora de imóveis na região. A polícia ainda investiga detalhes sobre o crime e os suspeitos.

Os suspeitos foram identificados como Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial; Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho da vítima; e Letícia Jardim, de 30 anos, namorada de Matheus. A mãe de Matheus e seu irmão, um adolescente de 14 anos, foram ouvidos, mas não respondem a nenhum crime.

Os três suspeitos foram presos em diferentes momentos. Ângela foi detida em Florianópolis na quinta-feira, 12 de março, inicialmente por receptação, após a polícia encontrar objetos da vítima em um dos apartamentos que ela administra. Durante a audiência de custódia, o juiz determinou sua prisão temporária por 30 dias devido a indícios de homicídio. Matheus e Letícia foram presos na sexta-feira, 13 de março, em Gravataí, no Rio Grande do Sul, após fugirem.

Matheus já tinha um histórico criminal, estando foragido da Justiça de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022. A polícia investiga como os restos mortais de Luciani foram ocultados, já que ela foi esquartejada e os pedaços foram descartados em um córrego na área rural de Major Gercino.

O desaparecimento de Luciani foi registrado no dia 11 de março, após a família perceber mensagens estranhas enviadas pelo celular dela e a falta de contato nos dias anteriores. A polícia chegou aos suspeitos após rastrear compras realizadas com o CPF da vítima, que levaram à identificação dos endereços de entrega.

O carro da corretora, um HB20, foi encontrado nas proximidades da pousada e utilizado para transportar o corpo até o local de descarte. No apartamento de Luciani, foi encontrado um vídeo gravado pelo irmão, mostrando a desordem e a comida estragada acumulada.

A motivação do crime é tratada como latrocínio, mas a polícia ainda investiga as circunstâncias que levaram à morte de Luciani e o grau de participação de cada suspeito.

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