A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado aprovou nesta terça-feira (31) a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel. O empresário é investigado no caso da fraude financeira do Banco Master.
Essa é a segunda vez que a CPI aprova o pedido, que já havia sido aprovado em 11 de março. A nova votação foi nominal e separada para evitar questionamentos do STF (Supremo Tribunal Federal), seguindo a decisão recente do ministro Flávio Dino, que suspendeu uma votação em bloco na CPMI do INSS.
Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Zettel se entregou à PF (Polícia Federal) no dia 4 de março, após ser alvo da última fase da Operação Compliance Zero.
Além da quebra de sigilo de Zettel, a CPI também aprovou a quebra de sigilo de empresas e de José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Emprego. O colegiado autorizou ainda a convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e dos ex-governadores do Distrito Federal e Rio de Janeiro, Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, respectivamente.
As convocações têm caráter obrigatório e visam esclarecer a fraude financeira do Banco Master. Outros requerimentos aprovados incluem as convocações de Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, e de Yan Felix Hirano, suspeito de facilitar operações envolvendo recursos ilícitos no sistema financeiro.


