A CPMI do INSS pode terminar sem um relatório final, em meio a uma disputa entre governo e oposição. A possibilidade foi mencionada por governistas e admitida reservadamente pela cúpula do colegiado.
A expectativa dos governistas é que o relatório a ser apresentado nesta semana seja desfavorável ao governo e poupe a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O relator do texto, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou a aliados que fará um relatório técnico e não algo para conseguir costurar acordo.
Gaspar deve pedir o indiciamento de mais de 200 pessoas. Antecipando esse cenário, os governistas estão preparando um voto em separado, que se tornará um relatório paralelo caso o documento da oposição seja derrotado no colegiado.
Se isso ocorrer, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Vianna (Podemos-MG), indicaria um novo relator para avaliar o documento governista. Uma alternativa para evitar a aprovação de um relatório favorável ao governo seria o presidente do colegiado não indicar um relator, o que deixaria a CPMI sem um relatório final.
““Só o Vianna pode impedir que a CPMI acabe em pizza. Estamos preparando um voto em separado”, disse o deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara.”


