A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou a votação do relatório final dos trabalhos da comissão. O documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recomenda o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como ‘Lulinha’.
A sessão começou às 9h44 desta sexta-feira (27) e continua em andamento. O relator também sugere que a Advocacia do Senado solicite à Justiça a prisão preventiva de Lulinha, citando ‘indícios concretos’ de possibilidade de fuga para evitar punições.
Entre os nomes citados no relatório, estão: Fábio Luís Lula da Silva, que teria recebido repasses do ‘Careca do INSS’, identificado pela Polícia Federal como figura central em um esquema de descontos indevidos. O relator menciona que esses repasses foram feitos através da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
O relatório também inclui ex-ministros, como José Carlos Oliveira, que atuou no governo Jair Bolsonaro e é classificado como facilitador de uma rede criminosa no INSS; Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência no governo Lula, acusado de omissão deliberada; e José Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente, identificado como beneficiário de repasses milionários.
Parlamentares como Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE) também são mencionados como beneficiários de vantagens indevidas. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) é citado por sua atuação como suporte institucional da organização criminosa.
O relatório ainda aponta representantes de instituições financeiras, como Daniel Vorcaro, sócio do banco Master, e executivos do Banco C6 Consignado S.A. e PicPay Bank, por falhas de supervisão e conivência com práticas fraudulentas.
Dirigentes do INSS e da Dataprev, como Alan do Nascimento Santos e Alessandro Antônio Stefanutto, são citados por sua participação na proteção do esquema de descontos indevidos. O relatório também menciona servidores do INSS que facilitaram a continuidade das fraudes.
Além disso, o relatório recomenda o aprofundamento das investigações sobre o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e o ex-ministro Onyx Lorenzoni, entre outros, assim como instituições financeiras envolvidas em irregularidades.

