Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Crescimento da demanda por tecnologia climática gera oportunidades de negócios
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Crescimento da demanda por tecnologia climática gera oportunidades de negócios

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de março de 2026 10:14
Amanda Rocha
Tempo: 4 min.
Crescimento da demanda por tecnologia climática gera oportunidades de negócios

As mudanças climáticas têm gerado temporais, enxurradas, secas extremas e longas estiagens em diversas partes do mundo. Em contrapartida, a busca por soluções para esses problemas tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias climáticas, também conhecidas como tecnologias verdes ou ambientalmente adequadas.

Essas tecnologias utilizam inovação para acelerar as respostas e escalonar as formas de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, além de aumentar a resiliência da infraestrutura. ‘São tecnologias que protegem o meio ambiente, são menos poluentes, utilizam recursos de forma sustentável, mas, principalmente, reduzem emissões e aumentam a resiliência’, afirma Yago Freire, consultor de projetos do instituto de pesquisa Laclima.

O setor de tecnologia climática é considerado um dos dois eixos econômicos que mais crescerão até 2030, conforme relatórios do Fórum Econômico Global. A demanda por soluções deve gerar oportunidades de negócios verdes de US$ 10,1 trilhões globalmente, com cerca de US$ 800 bilhões provenientes de economia de custos em eficiência hídrica, energética e circularidade de matérias-primas.

Freire destaca que parte dessas oportunidades será acelerada por organismos e tratados internacionais. Um exemplo é o Programa de Implementação de Tecnologia (TIP), uma decisão consensuada na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). ‘Embora a gente precise continuar desenvolvendo novas tecnologias, muitas soluções já estão disponíveis’, explica Freire.

O TIP visa melhorar o acesso às tecnologias climáticas em países em desenvolvimento e vulneráveis, fortalecendo os sistemas nacionais de inovação e criando ambientes políticos e regulatórios mais estruturados. Países que adotam essas tecnologias têm mais capacidade de mobilizar recursos necessários.

Conforme a plataforma Net Zero Insights, em 2024, a América Latina recebeu apenas US$ 743,3 milhões, representando menos de 1% dos US$ 92 bilhões em investimentos globais em tecnologia climática. No Brasil, foram mobilizados R$ 2 bilhões, gerando mais de 5 mil empregos diretos e indiretos nas climatechs, startups que desenvolvem tecnologias climáticas escalonáveis.

A diretora executiva do Fórum Brasileiro de Cimatechs, Ana Himmelstein, ressalta que o Brasil possui características essenciais para o desenvolvimento de tecnologia climática, tanto para o mercado interno quanto para soluções de impacto global. ‘É a tempestade perfeita que reúne uma biodiversidade vasta e os melhores centros de pesquisa da América Latina’, afirma.

Entretanto, o relatório ‘Destravando o Potencial do Brasil para a Tecnologia Climática’, produzido pelo fórum em 2025, aponta que o país enfrenta desafios que exigem articulação coordenada entre governos, setor privado e o ecossistema de climatechs. ‘Não faltam condições, mas sim intencionalidade, orquestração e financiamento’, explica Himmelstein.

O crescimento do PIB brasileiro, impulsionado pelo agronegócio, demonstra um fluxo de investimento no setor, que não se reflete no mercado externo devido à transversalidade das climatechs. ‘Se a gente faz um zoom no setor, vamos ver o quanto estão investindo em tecnologia para adaptação climática’, afirma Himmelstein.

Zé Gustavo Favaro, dirigente do Fórum Brasileiro de Cimatechs, menciona que a organização colabora com o Ministério de Pequenos e Médias Empresas (MEP) e o BNDES para construir modelos de financiamento que otimizem o fluxo financeiro e aproximem investidores das soluções de mercado. O fórum categoriza as climatechs em oito eixos de atuação e monitora os sistemas regulatórios para alinhar inovação.

‘A transformação da nossa civilização é evidente e vai provocar mudanças de comportamento e de mercado’, conclui Zé Gustavo.

Notícia Anterior Senador Eric Schmitt propõe legislação para enfrentar aumento nos preços de ingressos esportivos
Próximo notícia Homem é preso por tentativa de feminicídio em Caraguatatuba
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta