Cubatão, conhecida nos anos 1980 como a ‘cidade mais poluída do mundo’ pela ONU, avança na comercialização de créditos de carbono. A formalização da iniciativa ocorrerá na terça-feira (31), às 10h, durante a Conferência Municipal ODS – Cubatão 2030, com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a prefeitura e o Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável (IBEDIS).
A proposta visa transformar a recuperação ambiental em um ativo econômico, permitindo que ações como reflorestamento e controle de emissões gerem créditos ambientais negociáveis. Cubatão se torna o primeiro município da Baixada Santista apto a comercializar esses créditos.
O prefeito César Nascimento (PSD) destacou que a proposta está alinhada à Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O programa também teve uma atuação internacional, com representantes da prefeitura participando da COP 30 em Belém (PA), buscando atrair recursos para projetos ambientais.
A parceria com o IBEDIS prevê a implantação do Programa Cubatão Verde, que identificará ativos ambientais com potencial de geração de créditos de carbono. As ações incluem um diagnóstico técnico dos ativos e a captação de recursos privados.
Os recursos gerados pela economia verde serão direcionados a projetos estruturantes, priorizando áreas vulneráveis e iniciativas habitacionais. A prefeitura enfatiza que a proposta integra o debate sobre justiça climática, visando melhorar a qualidade de vida da população.
O crédito de carbono representa a redução ou não emissão de uma tonelada de CO₂ equivalente e pode ser vendido a empresas que buscam compensar suas emissões. Os recursos obtidos financiam projetos ambientais e ações de adaptação climática.


