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Cúmplice de Daniel Vorcaro é preso em operação da PF

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 14:24
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Na última quarta-feira (4), Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, foi preso em Belo Horizonte durante a nova fase da Operação Compliance Zero. Ele é cúmplice do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e é réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A investigação da Polícia Federal (PF) revelou que Mourão coordenava atividades para obter informações e monitorar pessoas em favor de um grupo chamado ‘A Turma’. O apelido ‘Sicário’ significa, segundo o dicionário Michaelis, ‘que tem sede de sangue; cruel, sanguinário’.

A PF também apurou que Mourão atuava para intimidar antigos funcionários do Banco Master e coletar dados sobre eles. Em conversas interceptadas, Vorcaro pediu a Mourão que organizasse um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do O Globo. Em um diálogo, Mourão questiona se Jardim ‘bate cartão todo domingo’ e Vorcaro responde que deveriam seguir o jornalista.

“Mourão: ‘Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva'”

“Daniel Vorcaro: ‘Sim'”

Em outra parte da conversa, Vorcaro expressa seu desejo de agredir Jardim: ‘Esse Lauro, quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto’. Mourão responde com dois símbolos de positivo, indicando que tomaria providências.

A investigação aponta uma ‘dinâmica violenta’ entre Vorcaro e Mourão, que também se estendeu a outras pessoas. Vorcaro mencionou que sua empregada o ameaçava, e Mourão perguntou o que deveria fazer.

“Vorcaro: ‘Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.'”

“Mourão: ‘O que é para fazer?'”

Após a prisão, Mourão precisou ser reanimado na Superintendência de Minas Gerais após tentar se suicidar. Ele foi atendido imediatamente e encaminhado a um hospital para avaliação. Na noite de quinta-feira (5), a defesa de Mourão informou que seu estado de saúde é ‘grave’, com monitoramento constante no CTI.

“Robson Lucas da Silva, advogado de Mourão: ‘O quadro permanece grave, monitoramento permanente no CTI, mas não houve nenhuma evolução. Ele não melhorou, mas também não piorou, ele está equilibrado.'”

Se você ou alguém que você conheça estiver enfrentando momentos difíceis, procure ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.

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