O ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve prestar seu primeiro depoimento à Polícia Federal (PF) nesta semana. O depoimento ocorre em meio às tratativas de um acordo de delação premiada.
Segundo investigadores, há possibilidade de depoimentos e entrega de documentos. Esse encontro com os investigadores será o primeiro passo para que Vorcaro comece a fornecer informações relevantes para a investigação da PF, que apura fraudes bilionárias do banco Master e possíveis ligações dele com políticos.
Vorcaro passou seu primeiro fim de semana preso na Superintendência da PF após iniciar as negociações. Durante três dias consecutivos, recebeu o advogado Sérgio Leonardo, que faz parte de sua defesa. No domingo (22), o defensor ficou uma hora com o cliente e saiu com anotações. No sábado (21), o mesmo roteiro foi seguido. Na sexta-feira (20), o advogado esteve na PF por três vezes.
Os encontros frequentes ocorreram após Vorcaro assinar um termo de confidencialidade e começar a negociar a delação premiada. Ele está preso desde o início de março devido à operação Compliance Zero, e sua prisão foi referendada na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a manutenção da prisão preventiva, Vorcaro trocou de advogado e decidiu entrar em negociações para um acordo de delação premiada. Inicialmente, ele estava detido na Penitenciária Federal de Brasília, uma unidade de segurança máxima, e na quinta-feira (19) foi transferido de helicóptero para o edifício da PF, a pedido de sua defesa.
O termo de confidencialidade assinado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a PF foi considerado o primeiro passo para que o empresário possa, de fato, delatar. Além das fraudes envolvendo o banco Master, Vorcaro é acusado de chefiar uma organização criminosa que coagia e intimidava supostos “desafetos”.

