Durante pronunciamento na sexta-feira (20), o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o primeiro corte efetivo de benefícios tributários deve ocorrer ainda em 2026. Ele destacou o compromisso de sua gestão com a eficiência do gasto público.
“Cabe a mim e à equipe que vai estar comigo fazer com que esse trabalho siga com muita intensidade, com os sentidos de seguir revendo as desigualdades e as distorções que subsistem no país”, afirmou Durigan.
O ministro enfatizou a importância de realizar “o primeiro corte linear e efetivo de alguns benefícios tributários, exceto os constitucionais, conforme o Congresso aprovou em parceria conosco ano passado”. Ele reforçou que o equilíbrio fiscal depende diretamente da eficiência na gestão dos recursos públicos.
“O Estado tem um papel a cumprir, o mundo tem nos mostrado isso, e o Estado só vai cumprir esse papel dentro das suas forças, garantindo o equilíbrio fiscal, se a gente tiver muito compromisso com a eficiência do gasto público”, destacou.
Entre as prioridades mencionadas por Durigan estão a implementação da reforma tributária, a regulação do crédito no país e o combate ao devedor contumaz. “Deixar a reforma tributária a ponto de bala para ela começar a funcionar o ano que vem” foi uma das metas citadas pelo ministro.
Durigan também ressaltou a importância do ganho de produtividade para o desenvolvimento econômico do Brasil. “Um tema muito relevante para mim e para a minha equipe é que a gente faça o Brasil se desenvolver mais e melhor”, explicou.
O ministro enfatizou ainda a agenda digital como área prioritária para sua gestão. “Seguir os esforços de atrair investimentos na área de tecnologia para o país é central”, afirmou.
Durigan mencionou avanços na regulação digital, como a sanção do ECA digital, e indicou que pretende continuar discutindo a concorrência das plataformas digitais para beneficiar empresas brasileiras e trabalhadores de aplicativos. O objetivo é “diminuir os custos que a gente tem em razão de um mercado muito oligopolizado”.
Ele também abordou o tema da inteligência artificial, afirmando que o Ministério da Fazenda está incorporando essa tecnologia em suas operações. “A inteligência artificial é uma realidade do mundo, é uma realidade nossa”, concluiu.


