A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se manifestou nesta sexta-feira (27) sobre o indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da CPMI do INSS.
O advogado Guilherme Suguimori classificou o relatório apresentado pelo relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar, como um “documento político” que não trouxe nada além de “amontoar um monte de reportagens da imprensa”.
““É uma coletânea de reportagens de imprensa. E eles terminam essa grande coletânea dizendo: ‘E aí não conseguimos investigar mais, não conseguimos investigar mais porque houve o bloqueio do pedido de sigilo, de quebra de sigilo, pelo STF”, afirmou Suguimori.”
O advogado também destacou que o documento não apresenta nenhum elemento probatório que justifique o indiciamento. “Eu não posso levar a sério esse relatório, isso não é um documento com capacidade de produzir efeitos jurídicos que se analisado não o fará. Eu tenho tranquilidade, depois de ler esse relatório, eu tenho absoluta tranquilidade e confiança de que as autoridades que irão avaliá-lo terão a mesma impressão que eu. Estou tranquilo, estou confiante”, completou.
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, afirmou que Lulinha recebeu de Antônio Camilo um pagamento de R$ 25 milhões, em moeda desconhecida, e que também tinha uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil, depositada pelo “Careca do INSS”.
Recentemente, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, declarou que não tinha confirmação de que Lulinha recebia a mesada. Em entrevista, Suguimori reiterou que as acusações contra Lulinha são infundadas, afirmando que seu cliente jamais teria recebido qualquer pagamento em dinheiro do empresário Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

