O delegado Carlos César Camelo, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), apontou semelhanças entre os casos de atropelamentos que resultaram na morte de um vigilante e de um motociclista em Teresina. Os acidentes ocorreram em março de 2026.
No dia 7 de março, o vigilante Luciano de Sousa Carvalho, de 45 anos, foi atropelado por um motorista na BR-343, em frente ao condomínio Mirante do Lago, na Zona Leste da cidade. Ele estava a caminho do trabalho em sua moto e morreu no local. O motorista, João Henrique Campelo de Carvalho, de 21 anos, foi preso no dia 26 de março.
Uma semana depois, no dia 15 de março, o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, também foi atropelado e arrastado por mais de 40 metros, resultando em sua morte. Ele deixou uma esposa e duas filhas, de sete e 23 anos. O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos, foi identificado como o suspeito e preso preventivamente, além de ser exonerado de seu cargo.
O delegado Carlos César destacou que ambos os casos têm semelhanças significativas, como a dinâmica dos atropelamentos e o consumo excessivo de bebida alcoólica pelos motoristas nas noites anteriores aos crimes. Ele afirmou: ‘Em ambos os casos os autores são bastante jovens, um tem 21 e o outro 25, ambos passaram a noite ingerindo bebida alcoólica e mataram pais de família no dia seguinte.’
O delegado também mencionou que os veículos utilizados nos atropelamentos podem ser considerados armas, uma vez que os motoristas assumiram o risco de causar mortes. ‘Conseguimos comprovar que os crimes se tratavam de homicídios dolosos qualificados, quando o autor assume o risco. Eles assumiram o risco de matar alguém e mataram’, completou.
Um vídeo do acidente que resultou na morte de Luciano de Sousa Carvalho mostra o momento em que ele foi arremessado da motocicleta após a colisão. O veículo pegou fogo após o impacto. João Henrique foi visto em um posto de combustível após o acidente e foi gravado por câmeras de segurança do local. Ele se apresentou à polícia dois dias depois, afirmando ser o motorista responsável pelo atropelamento.
Em relação ao atropelamento de Edson Barbosa Dias, a sargento Lidiane Rocha, do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), informou que testemunhas relataram que a moto estava parada no semáforo quando o carro colidiu com a parte traseira, arrastando a moto por mais de 40 metros.


