O Dia Internacional das Mulheres é comemorado em 8 de março e tem raízes históricas profundas, ligadas à luta por igualdade de gênero. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, mas suas origens remontam ao início do século 20.
Inicialmente, o 8 de março era um dia de reivindicação por melhores condições de trabalho, especialmente para mulheres que atuavam em fábricas nos Estados Unidos e na Europa. Muitas dessas mulheres se uniram ao movimento socialista para exigir direitos e condições dignas de trabalho.
No Brasil, a data é frequentemente associada ao incêndio na Triangle Shirtwaist Company, em Nova York, ocorrido em 25 de março de 1911, que resultou na morte de 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres. Este trágico evento expôs as péssimas condições enfrentadas pelas mulheres durante a Revolução Industrial.
Em 1917, na Rússia, milhares de mulheres saíram às ruas em protesto contra a fome e a guerra, e essa greve foi um dos eventos que impulsionou a Revolução Russa, além de consolidar o 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres.
A primeira celebração oficial do Dia das Mulheres ocorreu em 19 de março de 1911, mas o 8 de março se tornou a data predominante devido aos protestos de 1917. Após a Revolução Bolchevique, a data foi oficializada como uma celebração da ‘mulher heroica e trabalhadora’.
O Dia Internacional das Mulheres foi reconhecido oficialmente em 1975, quando a ONU declarou o Ano Internacional das Mulheres. A socióloga Eva Blay destacou a importância histórica da data, ressaltando que a desigualdade de gênero ainda persiste e que as condições de trabalho para muitas mulheres continuam a ser precárias.
Atualmente, o 8 de março é celebrado em todo o mundo, embora em alguns lugares tenha adquirido um caráter comercial. Em países como a Rússia, a data é um feriado nacional, enquanto na China as mulheres têm meio dia de folga, embora nem todas as empresas sigam essa recomendação. Nos Estados Unidos, março é um mês de marchas em prol dos direitos das mulheres.
No Brasil, a data é marcada por protestos em várias cidades, com reivindicações por igualdade salarial, combate à violência contra a mulher e a criminalização do aborto. Eva Blay enfatiza que, apesar dos avanços, muitos problemas ainda precisam ser resolvidos, como a violência de gênero e a diferença salarial.


