O diesel comum teve um aumento de 8,70% nos primeiros oito dias de março, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) enviado nesta quinta-feira, 12. O estudo analisa se os repasses de preços ao consumidor final acompanham as variações praticadas no atacado pelas distribuidoras.
O aumento nos preços foi substancial, especialmente no diesel, que registrou os reajustes mais expressivos em todas as regiões do Brasil. O diesel aditivado apresentou uma variação média nacional de 8,91%, com um aumento de R$ 0,55. No Nordeste, a alta foi de 13,87%, a maior do país.
O diesel S10 comum subiu 8,70%, com uma média de R$ 0,52. No Nordeste, a variação chegou a 12,96%, enquanto o Centro-Oeste registrou 10,82%. O preço do diesel comum mais caro do Brasil está no Nordeste, a R$ 6,16 o litro. O diesel S500, nas versões comum e aditivada, subiu 6,53% e 6,08%, respectivamente, com o S500 comum no Nordeste apresentando uma alta de 10,44%.
A gasolina comum também teve um aumento médio nacional de 2,06%, equivalente a R$ 0,11. A região Centro-Oeste teve a maior alta isolada, com 4,73%. A gasolina mais cara do Brasil é encontrada na região Norte, a R$ 5,74 por litro. A gasolina aditivada subiu 1,71% no país, com a região Norte novamente apresentando o preço mais elevado, a R$ 5,86.
A região Sul foi a única a apresentar uma leve deflação de -0,95% para a gasolina na primeira semana de março. Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, afirmou que a guerra entre EUA e Israel contra o Irã tem provocado aumento e instabilidade nos preços dos combustíveis globalmente, impactando diretamente os custos para os consumidores.
““Os preços começaram a subir com o início do conflito. As distribuidoras que importam realizam a mistura obrigatória de biocombustíveis e revendem para os postos”, disse Amaral.”
Apesar das altas nos preços dos combustíveis, a Petrobras ainda não reajustou os preços nas refinarias brasileiras, o que pode indicar uma alta ainda maior nos próximos meses.

