O documentário “A Educação na Terra da COP 30 sob o olhar de uma mulher educadora” foi lançado nesta quinta-feira (26) no Palacete Faciola, em Belém, e reúne educadores, agentes públicos e convidados. A obra retrata a trajetória da professora Cristiane Caetano, criadora do projeto Leitura em Movimento, que foi finalista do “Prêmio LED Luz na Educação”, promovido pela Rede Globo e Fundação Roberto Marinho.
O projeto Leitura em Movimento ficou entre os cinco finalistas entre mais de dois mil concorrentes, o que levou Cristiane a ser nomeada embaixadora LED no Pará. O evento foi realizado em parceria com a Fundação ParáPaz e contou com o apoio da Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade da Universidade Federal do Pará (UFPA).
O documentário foi produzido para registrar a história de Cristiane como educadora e mãe atípica, destacando sua atuação em prol da educação no Pará. “Esse momento é muito gratificante. Trata-se de um documentário que vai relatar a minha trajetória como profissional. Como mãe atípica que sou, é um projeto que surgiu para incluir, e nós temos resultados gigantes: alunos formados em medicina, em odontologia, alunos cegos que se tornaram atletas”, afirmou Cristiane Caetano.
Patrícia Potiguar, coordenadora da Mulher da Fundação ParáPaz, destacou a importância do lançamento. “O documentário não só nos traz reflexão, mas nos convida à ação. A professora Cristiane é uma parceira antiga do ParáPaz e seu trabalho, junto com políticas públicas de qualidade, alcança famílias e comunidades que muitas vezes estão distantes”, disse.
O projeto Leitura em Movimento foi criado em 2017 em uma escola pública de Belém para combater a defasagem na aprendizagem por meio da leitura. O que começou com simples contações de histórias evoluiu para uma competição literária que já levou alunos a lerem até 55 livros em um ano, muito acima da média nacional de três livros por pessoa.
Além disso, o Leitura em Movimento deu origem ao Estrelas Literárias, uma iniciativa que incentiva estudantes a escreverem suas próprias histórias, transformadas em livros, jogos e produções digitais. Desde 2022, o projeto já resultou em mais de 150 obras publicadas, envolvendo alunos, professores e famílias.
“Com toda essa visibilidade, a UFPA produziu um documentário para registrar não só esse momento, mas toda a minha trajetória enquanto educadora, enquanto mãe atípica, e esse trabalho de inclusão social mesmo”, destacou Cristiane. O projeto se consolidou como uma proposta de transformação social pela leitura e pela expressão, um verdadeiro movimento de educação e cidadania nascido no coração da Amazônia.

