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Dúvidas persistem na CPMI do INSS sobre Lulinha, afirma vice-presidente

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 12:42
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A investigação da CPMI do INSS sobre supostas irregularidades no esquema de desvio de aposentadorias continua cercada de incertezas. O vice-presidente da comissão, deputado Duarte Jr., afirmou que a falta de acesso a provas documentais impede conclusões definitivas sobre o caso.

“Se a gente não olha os documentos, a gente continua tendo dúvida”, disse Duarte Jr. em entrevista ao programa Ponto de Vista. O impasse foi agravado pela decisão do ministro Flávio Dino, que barrou a quebra de sigilo de Lulinha e de outros investigados.

Para o deputado, essa medida limita o alcance da CPMI em um momento crucial das apurações. A suspeita surgiu a partir de depoimentos que mencionam supostos repasses financeiros ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, até o momento, não há comprovação documental dessas alegações, um ponto reconhecido por integrantes da própria comissão.

Duarte Jr. defende que o acesso aos dados é essencial para avançar na investigação e evitar julgamentos precipitados. “A gente precisa ter acesso aos documentos para verificar se de fato ele tem culpa ou não”, afirmou.

Segundo ele, a restrição imposta pelo Supremo prejudica tanto a CPMI, que não consegue aprofundar a apuração, quanto o próprio investigado, que permanece sob suspeita sem possibilidade de esclarecimento definitivo. Nos bastidores, o caso é considerado um dos pontos mais sensíveis da comissão, que aguarda decisão do ministro André Mendonça sobre a prorrogação dos trabalhos.

Sem a extensão do prazo e sem acesso a novas informações, a tendência é que o relatório final seja concluído com lacunas.

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