Emmanuel Grégoire, do Partido Socialista, venceu a disputa pela prefeitura de Paris neste domingo (22), conforme indicam pesquisas de boca de urna. Ele derrotou a ex-ministra conservadora Rachida Dati.
A vitória de Grégoire consolida o controle da esquerda sobre a capital francesa, onde o Partido Socialista está no poder há 25 anos. Rachida Dati, apoiada pelos partidos Os Republicanos (LR) e MoDem, fez um pronunciamento após as primeiras projeções indicarem sua derrota no segundo turno das eleições municipais.
O segundo turno das eleições municipais francesas mobilizou quase 17 milhões de eleitores em 1.580 municípios, de um total de aproximadamente 35 mil comunas do país. Este pleito é considerado o último grande teste nas urnas antes da eleição presidencial de 2027.
Os resultados deste domingo também servem para medir a fragmentação do cenário político francês e a força do partido de ultradireita Reunião Nacional (RN). Embora o RN tenha mantido redutos no Mediterrâneo, a legenda enfrentou dificuldades para avançar em grandes centros urbanos, onde coalizões de esquerda se uniram para tentar bloquear sua ascensão.
A eleição impacta diretamente o Parlamento nacional, pois os prefeitos e conselheiros municipais eleitos atuarão como o colégio eleitoral responsável por escolher os membros do Senado, a câmara alta do país.
A taxa de participação ficou em torno de 57%, nível similar ao registrado no primeiro turno, no último dia 15. O número é superior ao pleito de 2020, que foi fortemente impactado pela pandemia de Covid-19, mas permanece abaixo dos 62,1% registrados nas eleições municipais de 2014.

