Um empresário de 42 anos foi assaltado na tarde de quinta-feira, 26 de março de 2026, enquanto gravava um vídeo para um cliente na calçada da Avenida Costa e Silva, em Ribeirão Preto, SP. O crime foi registrado por câmeras de segurança.
As imagens mostram dois suspeitos em uma moto se aproximando da vítima e exigindo que ele entregasse a corrente e a aliança de ouro que usava. Sete minutos antes do assalto, os criminosos já haviam rondado o local.
Durante o assalto, um dos suspeitos estava armado e ameaçou o empresário. Após o crime, eles fugiram e, até a última atualização, não haviam sido encontrados.
Na manhã de sexta-feira, 27 de março, Leandro Serrano, a vítima, comentou sobre o ocorrido em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo. Ele expressou medo de que a situação pudesse ter se agravado:
“”Eu estava trabalhando, fazendo marketing da minha empresa, do meu produto. E se ser surpreendido desse jeito, a sensação de impotência é gigante, o garupa com o dedo no gatilho. Passa um filme na cabeça mesmo, quem já passou [por isso] já sabe”.”
Serrano também revelou que havia comprado recentemente a corrente que foi levada pelos criminosos:
“”É horrível a sensação e depois a revolta é bem grande. Meu sonho era ter um cordãozinho de ouro e foi realizado há três meses. Dia 15 agora paguei a terceira parcela desse cordão, de 12 [parcelas]. A gente batalha para realizar um sonho e do nada te levam. É revoltante”.”
A Polícia Civil investiga a atuação de uma possível quadrilha especializada em roubos de ouro na região de Ribeirão Preto. Na semana anterior ao assalto, pai e filho foram presos durante uma operação. Bruno Rafael Ricci, 40 anos, e Raphael Lucas Ricci, 21 anos, são suspeitos de indicar vítimas aos criminosos e estão envolvidos em pelo menos quatro roubos, além de serem investigados por lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foram apreendidas nove motos, três delas de luxo, e um carro. O delegado André Baldochi, responsável pelo caso, afirmou que Bruno e Raphael também forneciam armas e motos utilizadas nos crimes e compravam os ouros roubados.
Além disso, Bruno e Raphael estão sendo investigados pela participação na morte de Reinaldo Luiz Gonçalves, de 64 anos, que reagiu a um assalto em fevereiro deste ano.


