O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) que seu país tenha bombardeado território da Colômbia. Ele afirmou que as acusações do líder colombiano, Gustavo Petro, são falsas.
Durante uma reunião ministerial na segunda-feira (16), Petro declarou que uma bomba “lançada de um avião” havia sido encontrada em solo colombiano. Ele comentou: “Vamos investigar melhor as circunstâncias, muito perto da fronteira com o Equador, o que reforça um pouco minha suspeita, mas é preciso apurar bem que estão nos bombardeando a partir do Equador e não são grupos armados”.
Em resposta, Noboa utilizou suas redes sociais para esclarecer que as forças equatorianas estão realizando bombardeios em locais que, segundo ele, serviram como esconderijo para narcoterroristas, mas enfatizou que não atingiram áreas dentro da Colômbia. “Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu”, afirmou.
Noboa também acusou a Colômbia de permitir que grupos criminosos colombianos entrem no Equador “por negligência na fronteira”. Ele destacou: “Desde el primer día hemos combatido al narcoterrorismo en todas sus formas: a los que operan en las calles y a los que, desde la política o incluso desde la función judicial, se prestan para proteger a los delincuentes”.
A troca de acusações ocorre em meio a uma crise entre os dois países, após Noboa anunciar a imposição de uma “taxa de segurança” de 30% sobre produtos colombianos, a partir de 1º de fevereiro. O governo equatoriano justificou a medida citando um déficit comercial e a falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas, algo que a administração de Petro nega.
Em resposta a essa taxa, a Colômbia anunciou a suspensão das vendas de eletricidade para o Equador e a imposição de uma tarifa de 30% sobre 20 produtos equatorianos.

