Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Escândalos do Master e do INSS reacendem debate sobre corrupção nas eleições
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Escândalos do Master e do INSS reacendem debate sobre corrupção nas eleições

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 08:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O combate à corrupção, um tema recorrente nas eleições brasileiras, voltou a ser destaque com os recentes escândalos do Banco Master e das fraudes no INSS. A pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 11 de março de 2026 mostra que 20% dos eleitores consideram a corrupção a questão mais preocupante, um aumento em relação aos 13% registrados em maio de 2025.

Historicamente, a corrupção tem sido utilizada como arma política. Jânio Quadros, em 1960, usou uma vassoura como símbolo de seu governo, prometendo varrer a corrupção. Fernando Collor, em 1989, se apresentou como o “caçador de marajás”, mas também enfrentou denúncias de corrupção. Em 2006, o mensalão foi um escândalo que afetou a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, que, apesar disso, venceu as eleições.

Após um período em que o tema ficou em segundo plano, a corrupção voltou a ser central nas eleições de 2018, impulsionada pela Lava-Jato, que levou Jair Bolsonaro ao poder com um discurso antissistema. No entanto, Bolsonaro não foi reeleito em 2022 e foi preso por tentativa de golpe de Estado.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado suas críticas a Lula e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ligando-os a suspeitas de corrupção. Flávio mencionou movimentações financeiras de R$ 19 milhões de Lulinha em quatro anos, questionando a origem do dinheiro. Ele também trouxe à tona casos antigos que envolvem Lula, como o sítio de Atibaia.

Por outro lado, o PT se prepara para atacar Flávio Bolsonaro, relembrando escândalos como a investigação sobre rachadinha em seu gabinete e a compra de uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões. A estratégia do PT é adiar o embate direto até abril, quando os prazos eleitorais estiverem mais claros.

A CPMI do INSS está em andamento, com o PT tentando convocar pessoas ligadas a Flávio. O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que Flávio tem um histórico de corrupção. Apesar da estratégia do PT, a ascensão do tema corrupção gera preocupação, especialmente devido ao desgaste acumulado pelo partido em escândalos anteriores.

O cientista político Eduardo Grin destacou que o PT perdeu sua imagem de defensores da moralidade pública e enfrenta uma oposição mais competente. O clima de desconfiança em relação ao sistema político pode beneficiar candidatos que se posicionam como antissistema.

As eleições de 2026 prometem ser acirradas, com Lula e Flávio empatados em 41% nas projeções de segundo turno. A corrupção continua sendo uma preocupação central para os eleitores, e o debate eleitoral deve refletir a gravidade do tema, evitando que se torne um mero embate político.

Notícia Anterior Tesouro Reserva: novo investimento promete desbancar a poupança
Próximo notícia Justiça nega indenização de R$ 250 mil a pai de criança atropelada por ônibus escolar no AC
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta