A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de fraude em concursos públicos que teria beneficiado Larissa Saraiva Amando Alencar, aprovada em primeiro lugar para o cargo de auditora fiscal do trabalho. O marido dela, o delegado Diogo Gonçalves Bem, é citado na investigação por supostamente ter pago uma quadrilha para garantir a aprovação da esposa.
Apesar das acusações, Larissa continua exercendo suas funções como auditora fiscal. A reportagem tentou contato com o casal, mas não obteve retorno. A PF revelou que o esquema de fraudes envolvia o uso de ‘candidatos fantasmas’ e pontos eletrônicos para repasse de respostas durante as provas.
O líder da organização criminosa, Tiago José de Andrade, cooptava funcionários de bancas organizadoras para ter acesso antecipado às provas. Os valores cobrados pelos serviços da quadrilha chegavam a R$ 500 mil, dependendo do cargo. Os pagamentos eram realizados de forma parcelada ou através da compra de bens, como carros de luxo.
A PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em estados como Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Os envolvidos podem responder por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa e concussão.
“‘Pagou, passou’: PF revela como funcionava esquema de fraudes em concursos públicos.”

