A Estação de Tratamento de Água (ETA I) de Rio Branco está paralisada até às 16h desta terça-feira (31) para a troca de uma bomba. O abastecimento de água na capital acreana está reduzido em 20% desde a sexta-feira (27) devido ao aumento do nível do Rio Acre.
O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) informou que a suspensão do funcionamento é necessária para melhorar a capacidade de abastecimento. Uma nova bomba KSB, com capacidade de 300 litros por segundo, será instalada, substituindo a antiga, que tinha capacidade de 200 litros por segundo.
A troca da bomba ocorre em função do nível alto do rio, que atingiu 13,88 metros. O Saerb alegou que a intervenção é necessária devido às condições do barranco, impossibilitando a realização do serviço no local. O equipamento será levado até a ETA II para ajustes e manutenção.
Nos últimos anos, o sistema de abastecimento de água da capital enfrentou diversos problemas, chegando a entrar em colapso em alguns momentos. A ETA I e a ETA II abastecem a população, mas ambas apresentaram falhas desde março de 2024.
A ETA II é responsável pelo abastecimento do Segundo Distrito e parte do primeiro, atendendo mais de 250 mil pessoas em mais de 50 bairros, o que representa 60% da área urbana da capital. A ETA I, que abastece os 40% restantes, também enfrentou problemas, incluindo um deslizamento de terra em fevereiro de 2025 que interrompeu o serviço.
No dia 13 de março de 2025, a correnteza do Rio Acre levou a bomba flutuante da ETA I, que foi encontrada no dia seguinte em frente ao bairro Base, na área central de Rio Branco. A interrupção das atividades das duas estações deixou pelo menos 300 mil moradores sem água, afetando praticamente toda a cidade, que tem cerca de 380 mil habitantes.
O retorno parcial das operações começou em 17 de março do ano passado, com apenas 67% da capacidade funcionando. A ETA I foi religada primeiro, mas alguns bairros continuaram sem água. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou o envio de recursos, que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), após a apresentação de um plano de trabalho e o reconhecimento da situação de emergência na capital.
Como parte do uso dos recursos, quatro novas bombas foram instaladas na ETA II, e novas tubulações chegaram no dia 26 de março.


