Um número significativo de estados aceitou a proposta do governo federal para apoiar medidas de contenção dos preços do diesel. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (27) pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, durante coletiva de imprensa sobre a 52ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e a 200ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Ceron destacou que “um número relevante de estados já sinalizou positivamente para a proposta, o que é muito importante para que possamos avançar de forma coordenada”. A iniciativa faz parte de um pacote de ações para mitigar os impactos da alta do petróleo sobre a economia brasileira, especialmente em setores mais sensíveis ao custo do combustível.
O secretário afirmou: “O nosso mandato é agir o mais rápido possível para mitigar esses efeitos sobre a economia e sobre os setores mais atingidos”. Ele ressaltou que o aumento do diesel tem efeito em cadeia, afetando a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, o que acaba sendo repassado para toda a produção, inclusive alimentos, atingindo toda a sociedade brasileira.
De acordo com Ceron, o governo já adotou medidas como a zeragem de tributos federais e a concessão de subsídios para evitar o repasse integral dos preços ao consumidor final. No entanto, ele enfatizou a necessidade de novas ações, principalmente devido à dependência externa do combustível. “O Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel que consome, e isso traz uma preocupação adicional em momentos de instabilidade internacional”, explicou.
A proposta em discussão prevê um esforço conjunto entre a União e os estados para apoiar a importação de diesel e reduzir pressões sobre os preços internos. Ceron esclareceu que “não se trata de mexer na estrutura tributária dos estados, mas de uma medida de cooperação para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros”.
Ele concluiu que a articulação com os governos estaduais é essencial para garantir o abastecimento e evitar oscilações mais intensas nos preços. “O objetivo é impedir que esse choque acabe sendo totalmente repassado à ponta, preservando a atividade econômica e o poder de compra da população”.

