A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 17,5% dos estudantes do Piauí, com idades entre 13 e 17 anos, afirmaram ter sido obrigados, ameaçados ou intimidados a ter relações sexuais contra a própria vontade ao longo da vida.
Esse número representa um aumento em relação à pesquisa de 2019, que registrou 12,8%, resultando em uma elevação de 4,7 pontos percentuais. A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, fornecendo indicadores sobre fatores de risco e proteção de escolares.
A divulgação desta quarta-feira é a quinta edição do levantamento, realizado em 2024, e abrange uma população estimada em mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas em todo o Brasil.
De acordo com a pesquisa, os alunos relataram ter sido tocados, manipulados, beijados ou obrigados a expor partes do corpo (ou ver partes do corpo de outras pessoas) contra a vontade. Quando questionados sobre a autoria dos abusos, 28% dos adolescentes atribuíram a responsabilidade a “outros familiares”. Outros agentes mencionados foram: outro conhecido (23,6%), amigo/a (20,2%), namorado(a), ex-namorado(a), ficante, crush (19,8%) e pai, mãe, padrasto, madrasta (9,7%).
A violência sexual perpetrada por uma pessoa desconhecida foi citada por 25,2% dos estudantes. No Brasil, o indicador geral foi de 18,5% em 2024, comparado a 14,6% em 2019. Entre os estados, o Piauí registrou a quinta menor proporção, enquanto os maiores índices foram observados no Amapá (26,3%) e no Amazonas (22,9%). Os menores indicadores foram encontrados em Minas Gerais (16,3%) e no Rio Grande do Norte (16,3%).

