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Estupro coletivo em Copacabana: quatro adultos são presos e adolescente é investigado

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de março de 2026 13:45
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro classificou como uma “emboscada planejada” o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana.

Todos os quatro adultos envolvidos no crime tiveram a prisão preventiva decretada e estão detidos. O inquérito policial revelou que, após os abusos, a vítima foi acompanhada pelo ex-namorado até a saída do edifício. Nesse momento, um dos investigados, Mattheus Verissimo Zoel Martins, teria dito ao mentor do crime que “na próxima vez levasse uma amiga boa igual”.

O inquérito da 12ª DP apontou que a vítima foi atraída ao local pelo ex-namorado, também menor de idade, sob o pretexto de um encontro a sós. Além do menor, considerado mentor dos crimes, estão envolvidos os adultos Bruno Felipe Allegretti, Vitor Hugo Simonin e João Gabriel Xavier Bertho.

As investigações indicam que o mentor adolescente utilizou a relação de confiança para atrair a jovem via mensagens de aplicativo, sugerindo que ela levasse uma amiga, o que foi recusado. No imóvel, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, o quarto foi invadido pelos quatro adultos que praticaram violência sexual, agressões físicas e abusos psicológicos.

Imagens de câmeras de segurança registraram o ex-namorado realizando gestos de comemoração após a saída da adolescente do prédio. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) aceitou a denúncia do Ministério Público, e o processo segue em segredo de justiça.

Para os adultos, a pena pode variar de 8 a 12 anos de reclusão, com agravantes pela premeditação e pelo número de agressores. O adolescente de 17 anos responde por ato infracional análogo ao estupro, sob as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com sanção máxima de três anos de internação.

A Polícia Civil também investiga a participação do grupo em outros dois casos de estupro com o mesmo modus operandi registrados desde 2023.

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