O debate sobre a eliminação de líderes xiitas, como Ali Larijani, levanta questões éticas e utilitaristas. Larijani, que foi morto junto com seu filho e assessores, era conhecido por sua fluência em inglês e formação em ciências da computação e filosofia.
Israel, que não hesita em eliminar figuras do regime iraniano, aumentou a lista de líderes mortos com a eliminação de Ismail Khatib, ministro responsável por operações de inteligência. A estratégia israelense visa criar condições para que o povo iraniano mude seu destino, apesar da forte repressão do regime.
““Criar as condições” para que o povo iraniano mude o destino do país, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.”
A história do xiismo é marcada por martírio e perseguição, com figuras como Ali, primo de Maomé, sendo veneradas por sua resistência. O acadêmico Michael Nazir-Ali destaca que a retórica de Teerã é influenciada por um complexo de martírio, profundamente enraizado na psicologia xiita.
Os xiitas acreditam na vinda do Mahdi, um messias que retornará em um cenário de conflitos. Alguns, conhecidos como “apressacionistas”, acreditam que mais conflitos podem acelerar esse retorno. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad era um defensor dessa linha de pensamento.
O especialista Nazir-Ali observa que, caso o regime iraniano caia, a resistência ao novo governo será forte. No entanto, ele também aponta que há um desejo entre estudantes, mulheres e acadêmicos por um novo Irã, ancorado em sua antiga civilização.
Recentemente, Israel obteve informações sobre a localização de Gholamreza Suleimani, chefe da milícia Bassij, responsável por massacres de manifestantes. Essa informação levou à sua eliminação, evidenciando a sistemática eliminação de líderes iranianos.

