O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou na terça-feira (31) que as Forças Armadas americanas pretendem ser imprevisíveis em relação à presença de tropas em solo iraniano.
“Não se pode lutar e vencer uma guerra se você disser ao seu adversário o que está disposto a fazer ou o que não está disposto a fazer – incluindo o envio de tropas para o solo”, disse Hegseth.
Ele continuou: “Nosso adversário, neste momento, acredita que existem 15 maneiras diferentes de atacá-lo com tropas em solo. E sabe de uma coisa? Existem mesmo.”
Hegseth destacou que, se necessário, os EUA poderiam “executar essas opções”. “Ou talvez nem precisemos usá-las. Talvez as negociações funcionem. Ou talvez haja uma abordagem diferente. O objetivo é ser imprevisível nesse sentido – certamente não deixar ninguém saber o que estamos dispostos a fazer ou não fazer.”
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, também comentou sobre a situação, afirmando que “a gama de opções militares” das forças americanas é “ampla” e que o envio de tropas para a região não se limita a operações terrestres.
“Não gostaria de limitar a autonomia do presidente, mas há uma infinidade de fatores a considerar, e o Irã deve ter em mente que eles estão presentes e representam um ponto de pressão. Portanto, acredito que eles devem analisar cuidadosamente, em nível diplomático, a situação que têm pela frente”, disse Caine.
O conflito no Oriente Médio entre os Estados Unidos e o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em resposta, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do grupo no Líbano. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Após a morte de Khamenei, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão e não fará mudanças estruturais. O ex-presidente Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

