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EUA e Irã: minas navais e tensões no Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 00:00
Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Os Estados Unidos atacaram navios iranianos no Estreito de Ormuz, onde há preocupações sobre a instalação de minas navais por forças iranianas. O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou suas ameaças ao Irã na terça-feira (10), após reportagens indicarem que explosivos poderiam ser colocados na região.

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A área é estratégica, localizada entre o Irã e a Península Arábica. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã anunciou que estava fechando o estreito e ameaçou atacar embarcações que tentassem atravessar.

Como resultado, o tráfego marítimo na região caiu drasticamente, o que pressionou o preço do barril de petróleo, que chegou a quase US$ 120 na segunda-feira (9). Trump, em resposta, afirmou que o estreito não estava fechado e que poderia atacar o Irã “vinte vezes mais forte” se o país interferisse no transporte de petróleo.

A instalação de minas navais representa um risco significativo para qualquer navio que tente cruzar as águas do estreito. Essas minas podem ser submersas ou à deriva, sendo acionadas por contato ou pela passagem de embarcações. Estimativas indicam que o Irã possui entre 2 mil e 6 mil minas navais, que podem ser posicionadas no mar para atingir embarcações.

Existem diversos modelos de minas navais, algumas fixas ao fundo do mar e outras ancoradas ou à deriva. Modelos mais simples explodem ao impacto, enquanto versões modernas utilizam sensores para detectar alterações no ambiente. O Irã mantém um arsenal variado, incluindo minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria, com destaque para a mina EM-52, de origem chinesa, que dispara foguetes ao detectar embarcações.

Embora o Irã tenha capacidade limitada de instalar minas avançadas em grande escala, pode utilizar embarcações menores para posicionar minas mais simples. Mesmo que consiga atingir navios no estreito, uma única mina dificilmente afundaria um petroleiro, mas poderia causar danos significativos.

O uso de minas marítimas é regulamentado pela Convenção de Haia de 1907, que proíbe a instalação de minas de contato perto de costas ou portos inimigos. O Estreito de Ormuz já foi minado no passado, especialmente durante a guerra entre Irã e Iraque na década de 1980.

Trump, em sua rede social Truth Social, exigiu que o Irã desistisse de instalar minas ou removesse explosivos da rota marítima. Ele alertou que as consequências militares para o Irã seriam de magnitude sem precedentes se as minas não fossem removidas. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que atacou vários barcos iranianos, incluindo 16 embarcações usadas para transportar minas navais.

Na segunda-feira (9), Trump também mencionou a possibilidade de tomar o controle do Estreito de Ormuz e afirmou que poderia destruir o Irã caso o país tentasse interferir na região. Ele declarou: “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente.”

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