Os Estados Unidos e Israel realizaram novos bombardeios a alvos militares no Irã nesta segunda-feira, 23 de março de 2026. As Forças Armadas israelenses anunciaram uma nova onda de ataques, mesmo após declarações de Donald Trump sobre uma possível negociação para o fim da guerra.
Imagens divulgadas por militares americanos mostraram bombardeios a instalações e equipamentos militares em Teerã. A capital iraniana ficou sem energia em várias áreas, e fortes explosões foram ouvidas durante a madrugada. Segundo as forças israelenses, a ofensiva atingiu o principal complexo de segurança da Guarda Revolucionária do Irã, resultando em pelo menos nove mortes, além de danos a áreas residenciais.
Na mesma madrugada, um míssil iraniano foi avistado cruzando o céu do território israelense. Os destroços de um míssil interceptado caíram ao lado de uma escola na Cisjordânia, mas não houve feridos, apesar do impacto forte. A situação se agravou no Golfo, onde o Iraque e a Arábia Saudita também foram alvos de ataques com drones e mísseis iranianos.
Na fronteira com o Líbano, Israel mobilizou mais tropas e veículos, enquanto o Hezbollah, aliado do Irã, continuou lançando foguetes contra Israel. Um projétil atingiu a cidade de Kiryat Shmona após uma visita do presidente Isaac Herzog. No dia anterior, um civil israelense de 60 anos foi morto na região de fronteira por fogo amigo, o que foi reconhecido como um erro pelo comandante israelense responsável pelas operações.
Imagens recentes mostraram a destruição de uma das principais pontes do sul do Líbano, bombardeada por Israel no domingo, 22. O governo israelense pretende impedir a passagem de integrantes e armas do Hezbollah, permitindo que os moradores do sul se dirijam ao norte, atravessando o Rio Litani. A destruição de infraestrutura civil é considerada um sinal de escalada no conflito no Líbano, que já deixou mais de mil mortos e 1 milhão de desabrigados, segundo autoridades libanesas.

