Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que sobrevoaram o Irã pela primeira vez desde o início da guerra com bombardeiros B-52. Essas aeronaves, que possuem capacidade nuclear, são consideradas a ‘espinha dorsal’ da força de bombardeiros estratégicos americanos.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times. O sobrevoo no espaço aéreo iraniano sugere um possível enfraquecimento das forças do Irã, uma vez que, apesar de sua potência, esse tipo de aeronave é mais vulnerável a sistemas de defesa antiaérea.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, afirmou que os B-52 devem ser utilizados para bombardear cadeias de suprimentos que abastecem as instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã. O objetivo é impedir que o país reponha munições usadas na guerra.
O B-52, fabricado pela Boeing, é um bombardeiro com capacidade para ataque nuclear. Ele carrega armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem a necessidade de reabastecimento. Segundo a Boeing, o B-52 é ‘o bombardeiro mais capaz em combate do arsenal americano’ e ‘um elemento essencial da estratégia de segurança nacional dos EUA’.
A aeronave oferece ao Exército dos EUA ‘capacidade imediata de ataque global’, podendo carregar armamentos de longo alcance e de alta precisão, tanto convencionais quanto nucleares. A Força Aérea dos EUA afirma que, em conflitos convencionais, o B-52 pode realizar ataques estratégicos, apoio aéreo aproximado, interdição aérea, operações ofensivas de contramedidas e missões marítimas.
Os B-52 possuem oito motores e são operados pela Força Aérea americana e pela Nasa. No total, 744 unidades do bombardeiro foram fabricadas. Apesar de seu tamanho, esses bombardeiros são tripulados por apenas cinco pessoas: piloto, copiloto, oficial de sistemas de combate, navegador e oficial de combate eletrônico.

