Pela primeira vez na guerra, os Estados Unidos sobrevoaram o Irã com bombardeiros pesados B-52. A ação ocorre após o Irã ameaçar atacar empresas americanas de tecnologia no Oriente Médio e um drone iraniano incendiar um petroleiro no Golfo Pérsico.
Entre segunda-feira (30) e terça-feira (31), Israel informou ter atingido 230 alvos ligados ao regime iraniano, incluindo sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e fábricas de armamentos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que os ataques visam remover a ameaça nuclear imediata e a capacidade de produção de mísseis do Irã, além de formar novas alianças na região.
O Pentágono confirmou que os bombardeiros B-52 estão atuando em ataques sobre o território iraniano pela primeira vez. Segundo o comando militar dos Estados Unidos, as defesas antiaéreas iranianas estão praticamente destruídas, permitindo a utilização desses aviões mais antigos.
Em Bandar Abbas, uma multidão compareceu ao funeral do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, que morreu em um ataque israelense na semana passada. A Guarda Revolucionária anunciou que, a partir de quarta-feira (1º), começará a atacar empresas americanas na região em retaliação aos bombardeios dos Estados Unidos.
Em Israel, destroços de mísseis iranianos interceptados causaram estragos em seis regiões do país, deixando pelo menos oito feridos. Em Avivim, perto da fronteira com o Líbano, a destruição foi provocada por foguetes disparados pelo Hezbollah, grupo financiado pelo Irã. O ministro da Defesa de Israel afirmou que os militares tomarão o controle de parte do sul do Líbano, proibindo o retorno dos mais de 600 mil moradores da região até que a segurança dos israelenses esteja garantida.
Quatro soldados israelenses morreram em confrontos com o Hezbollah. Israel também realizou novos bombardeios nos subúrbios de Beirute. O governo libanês informou que a ofensiva contra o país resultou em mais de 1,2 mil mortos, incluindo crianças, e forçou mais de 1 milhão de pessoas a deixar suas casas.
Dez países europeus, incluindo o Reino Unido, a França e a Itália, emitiram um comunicado conjunto responsabilizando o Hezbollah pela situação atual e pedindo que ambos os lados cessem os ataques, além de solicitar que Israel não amplie sua operação terrestre no Líbano. O Reino Unido anunciou o envio de mais armas e tropas para o Oriente Médio para auxiliar seus aliados contra os bombardeios iranianos.
Durante visita ao Catar, o ministro britânico da Defesa discutiu a reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que estão em conversas com mais de 40 países para determinar as necessidades para reabrir essa importante rota de navegação. Enquanto isso, o Irã continua a decidir quem pode navegar por essa rota vital, tendo bombardeado um navio-tanque que transportava petróleo do Kuwait e da Arábia Saudita para a China, enquanto estava em um porto de Dubai.


