O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) divulgou nesta terça-feira (10) vídeos de ataques a barcos do Irã. A divulgação ocorre em um contexto de ameaças relacionadas ao Estreito de Ormuz, onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente.
De acordo com informações da CBS News, o Irã estaria utilizando embarcações pequenas para posicionar minas navais na rota marítima, o que colocaria em risco navios que tentassem atravessar a região. Minas navais são explosivos subaquáticos que detonam ao contato com embarcações, sendo empregadas para bloquear ou dificultar a navegação.
Em uma rede social, o Centcom afirmou que os ataques visavam enfraquecer a capacidade do Irã de “assediar o transporte marítimo internacional”. A entidade destacou que, há anos, forças iranianas ameaçam a liberdade de navegação em águas essenciais para a segurança dos Estados Unidos e do mundo.
Não foi especificado quando os ataques ocorreram, e o Centcom não mencionou o Estreito de Ormuz em sua publicação. Minutos após a divulgação, o presidente Donald Trump utilizou as redes sociais para exigir que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse explosivos já posicionados.
““Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, afirmou Trump.”
O presidente também declarou que os Estados Unidos estão monitorando a região e que destruirão qualquer embarcação utilizada para minar o Estreito de Ormuz. Em uma nova publicação, Trump afirmou que 10 barcos usados para lançar minas foram destruídos.
O Irã, por sua vez, declarou que o Estreito de Ormuz está fechado desde a semana passada e ameaçou atacar navios que tentarem atravessar a área, que é estratégica e localizada entre o território iraniano e a Península Arábica.
Na segunda-feira (9), Trump já havia ameaçado o Irã com ataques “vinte vezes mais fortes” caso o país tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em entrevista, ele mencionou a possibilidade de assumir o controle da região.
Essas ameaças ocorrem em um momento de pressão no mercado e alta do preço do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 na segunda-feira, o que pode impactar a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos Estados Unidos.

