Os principais países europeus e o Japão emitiram um comunicado conjunto nesta quinta-feira (19) afirmando que estão prontos para participar de esforços para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz e adotar medidas para estabilizar os mercados de energia.
O comunicado, assinado pelo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, condena os recentes ataques do Irã a embarcações comerciais desarmadas no Golfo, além de ataques à infraestrutura civil, incluindo instalações de petróleo e gás, e a obstrução do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas.
““Expressamos profunda preocupação com a escalada do conflito. Instamos o Irã a cessar imediatamente suas ameaças, a colocação de minas, ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o estreito à navegação comercial”,”
afirmam os países no comunicado. Eles também ressaltam a importância da liberdade de navegação, um princípio fundamental do direito internacional, conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
Os efeitos das ações do Irã, segundo o comunicado, serão sentidos por pessoas em todas as partes do mundo, especialmente as mais vulneráveis. Os países enfatizam que a interferência no transporte marítimo internacional e a interrupção das cadeias globais de energia constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais.
““Pedimos a adoção imediata de uma moratória abrangente sobre ataques à infraestrutura civil, incluindo instalações de petróleo e gás. Expressamos nossa disposição de contribuir com esforços adequados para garantir a passagem segura pelo Estreito”,”
completam os signatários. Eles também saudam a decisão da Agência Internacional de Energia de autorizar a liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo e afirmam que tomarão outras medidas para estabilizar os mercados de energia.
Os países se comprometem a trabalhar com determinados países produtores para aumentar a produção e oferecer apoio às nações mais afetadas, inclusive por meio das Nações Unidas e das Instituições Financeiras Internacionais (IFIs). A segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países, concluem.


