O ex-diretor do FBI, Robert Mueller, faleceu neste sábado, 21 de março de 2026, aos 81 anos, conforme informações de familiares à imprensa norte-americana.
A causa da morte não foi divulgada. Mueller deixa a esposa, Ann Cabell Standish, com quem foi casado por quase 60 anos, além de duas filhas e três netos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a morte de Mueller em uma publicação nas redes sociais Truth Social, afirmando estar “contente” com o falecimento do ex-diretor e conselheiro especial.
““Robert Mueller acaba de morrer. Que bom, estou contente que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes!””
Mueller comandou o FBI entre 2001 e 2013, após ser nomeado pelo então presidente George W. Bush. Em 2017, foi designado como conselheiro especial para investigar a suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 e possíveis conexões com a campanha de Trump.
As investigações apontaram campanhas de desinformação nas redes sociais com o objetivo de influenciar o processo eleitoral norte-americano. Ao todo, 34 pessoas foram acusadas e três empresas envolvidas, com sete confissões registradas. O relatório final, no entanto, não comprovou a participação direta de Trump nem concluiu se houve coordenação com o seu conhecimento.
Antes da carreira jurídica, Mueller serviu como fuzileiro naval na Guerra do Vietnã, onde recebeu condecorações como a Estrela de Bronze, o Coração Púrpura e duas Medalhas de Mérito da Marinha. De volta aos Estados Unidos, formou-se em Direito pela Universidade da Virgínia, em 1973, e construiu carreira como procurador federal, chegando ao cargo de procurador-geral adjunto no Departamento de Justiça.


