Ricardo da Silva, um soldador acusado de participar de uma tentativa de homicídio contra seu ex-chefe em Cubatão, SP, foi solto após quase dois anos de prisão. O alvará de soltura foi expedido após sua condenação a seis meses de detenção em regime aberto.
O crime ocorreu em 9 de agosto de 2024, um dia após a demissão de Ricardo pelo supervisor da empresa. Ele foi preso como motorista do carro que levou o atirador, ainda não identificado, ao local do crime.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Ricardo por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e emboscada. O julgamento popular, realizado na última quinta-feira (26), resultou na desclassificação do crime para lesão corporal leve, conforme decisão dos jurados.
““O regime será inicialmente aberto”, afirmou o advogado João Carlos de Jesus Nogueira, responsável pela defesa do acusado.”
Ricardo saiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, SP, na sexta-feira (27). O alvará de soltura foi juntado aos autos do processo pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) na segunda-feira (30).
Segundo o boletim de ocorrência, o supervisor foi orientado a demitir Ricardo por não respeitar a hierarquia, o que prejudicava o trabalho. No dia do crime, o supervisor e colegas estavam saindo do alojamento da empresa terceirizada da refinaria da Petrobras quando ouviram um disparo.
Imagens de uma câmera de monitoramento mostram um suspeito encapuzado saindo de um veículo e se aproximando do carro do supervisor. Ele fez ameaças de morte e desferiu coronhadas no rosto do ex-chefe, que se defendeu com um chute. O suspeito tentou disparar mais duas vezes, mas a arma falhou.
Ricardo, ao perceber que foi reconhecido, acelerou o veículo e se envolveu em um acidente durante a fuga, sendo preso em flagrante.


