Bruna Nhaia, ex-jogadora do Santos, manifestou sua insatisfação nas redes sociais com a contratação de Cuca como novo técnico do clube. O treinador assume o cargo após a saída de Juan Pablo Vojvoda e tem contrato até o fim de 2026.
A lateral-direita do Gotham FC, dos Estados Unidos, publicou um stories no Instagram questionando a decisão da diretoria. Ela afirmou:
““É inacreditável como o futebol continua ignorando questões sérias. Pra quem não sabe, esse cara aí da foto que acaba de assumir o comando do Santos Futebol Clube carrega um caso gravíssimo de 1987 envolvendo uma menor de idade.””
Bruna Nhaia se referiu ao histórico de Cuca, que foi condenado em 1989 a 15 meses de prisão em regime semiaberto por manter relação sexual sem consentimento com uma menina de 13 anos durante uma excursão à Suíça, quando ainda era jogador do Grêmio. O caso ocorreu em 1987 e, na época, Cuca e outros três jogadores foram presos.
A ex-jogadora expressou sua revolta:
““Não dá pra normalizar esse tipo de histórico no esporte, só me deixa revoltada em ver um clube do tamanho do Santos permitir isso.””
Fernanda Palermo, jogadora do Palmeiras e da Seleção Brasileira, também se posicionou nas redes sociais, ampliando as críticas ao cenário do futebol. Ela destacou que o ambiente esportivo frequentemente relativiza comportamentos fora de campo:
““O futebol entra em uma questão que vira fanatismo. A gente simplesmente esquece o que o ser humano fez como cidadão.””
Fernanda questionou a postura do futebol diante de acusações graves e pediu maior responsabilidade de clubes e dirigentes:
““Porque o futebol está sendo esse lugar que insiste ignorar essas coisas? Vamos inspirar e sermos exemplos positivos.””
A atleta compartilhou suas experiências pessoais e enfatizou a importância de não ser conivente:
““Dói no coração porque sabemos da história do Santos Futebol Clube. Mas entra na questão que falei que o futebol não pode ser fanatismo.””
Ela fez um apelo à diretoria do Santos:
““Espero de coração que a diretoria reveja situações que têm sido recorrentes no clube e na sociedade.””

