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Ex-marido confessa ter provocado incêndio que matou mulher em aldeia indígena de Paranhos

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 15:59
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Juares Fernandes, de 52 anos, ex-marido de Ereni Benites, de 44, confessou à Polícia Civil que provocou o incêndio que resultou na morte da mulher na madrugada de domingo (8), em Paranhos, Mato Grosso do Sul.

No depoimento, ele relatou que utilizou um desodorante aerossol e um isqueiro para atear fogo na casa onde Ereni estava. Informações divulgadas pela polícia nesta terça-feira (10) indicam que a investigação reuniu depoimentos e indícios que apontavam para a possível participação de Juares no crime.

A apuração revelou que Ereni havia deixado um local onde consumia bebidas alcoólicas com Juares e retornado para casa pouco antes do incêndio. Diante das provas e contradições em seus depoimentos, o suspeito foi ouvido novamente e, ao ser confrontado com os elementos da investigação, confessou o crime.

Durante novas buscas, policiais civis encontraram os objetos utilizados no incêndio nas proximidades do local. A autoridade policial solicitou a prisão preventiva de Juares, com parecer favorável do Ministério Público. Ele permanece à disposição da Justiça.

Este caso marca o sétimo feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026. O incêndio ocorreu entre 1h e 8h da manhã em uma casa localizada em uma aldeia indígena no município de Paranhos. As autoridades foram acionadas inicialmente para atender uma ocorrência de incêndio em residência, com a informação de que poderia haver uma vítima no local.

Equipes da Perícia Criminal e do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) foram chamadas para acompanhar os trabalhos. Quando os peritos chegaram, Ereni já havia falecido dentro da casa. O delegado Sidney Pinheiro informou que Juares e Ereni estavam juntos em uma confraternização antes do crime, onde ele demonstrou ainda ter sentimentos pela ex-companheira e já havia tentado reatar o relacionamento, encerrado há quatro anos.

Após a saída de Ereni do bar, Juares também deixou o local e, cerca de 20 minutos depois, o incêndio teve início. Segundo a polícia, ele comemorou o ocorrido, o que levou as autoridades a considerá-lo o principal suspeito.

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