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Ex-subsecretário dos EUA alerta sobre riscos de terrorismo ligados ao Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 09:50
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ex-subsecretário de Estado dos EUA, Clarke Cooper, afirmou que a prolongação da crise no Oriente Médio aumenta o risco de terrorismo e ações de aliados do Irã em outras regiões. Em entrevista à BBC News Brasil, Cooper destacou que, apesar de recentes golpes à capacidade militar do Irã, o país ainda pode agir por meio de grupos como Hamas, Hezbollah e houthis.

“Portanto, quanto mais isso se prolongar, maior será o risco em relação às capacidades assimétricas que Teerã poderá utilizar”, disse Cooper, referindo-se a estratégias não convencionais que podem ser empregadas por forças mais fracas.

Cooper, que foi subsecretário de Estado para assuntos político-militares entre 2019 e 2021, também mencionou que as consequências do conflito entre Irã e Estados Unidos podem se estender até a Europa, com a possibilidade de atos terroristas. Ele citou ligações com atos terroristas ocorridos no Ocidente desde 1979, após a Revolução Islâmica no Irã.

O diplomata explicou que o Irã tem utilizado “guerras por procuração” para atingir seus objetivos, evitando confrontos diretos. Ele lembrou que a invasão da embaixada americana em Teerã em 1979 marcou um ponto crítico nas relações entre os dois países, que resultou em um longo histórico de sanções americanas.

Cooper acredita que os EUA podem tomar decisões pragmáticas para encerrar a guerra quando seus objetivos forem alcançados. Ele afirmou que a estratégia americana tem sido bem-sucedida e que não há risco iminente de uma nova guerra mundial ou de um conflito nuclear.

“Não diria que estamos vivenciando o começo de uma Terceira Guerra Mundial”, afirmou. Cooper também ressaltou que as linhas de comunicação entre Teerã e Washington permanecem abertas e que todas as partes desejam um cessar-fogo.

Questionado sobre a possibilidade de um conflito nuclear, ele considerou essa hipótese remota no momento, destacando que as autoridades estão tentando mitigar essa situação. Cooper enfatizou que a decisão sobre o fim do conflito depende em grande parte dos EUA.

Ele também comentou sobre a postura do presidente Donald Trump, que, segundo ele, não deseja enviar tropas terrestres para o Irã, preferindo utilizar poder aéreo. Cooper observou que a posição dura em relação ao Irã não é exclusiva do governo Trump, mas uma preocupação que remonta a administrações anteriores.

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