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Exército dos EUA aumenta idade máxima para alistamento em meio a guerra com Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 26 de março de 2026 15:46
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, que elevará a idade máxima para o alistamento de 35 para 42 anos. A nova regra entrará em vigor em 20 de abril de 2026 e visa alinhar os requisitos aos de outros ramos militares, como a Força Aérea e a Marinha.

A Força Aérea já havia aumentado a idade máxima em 2023, enquanto a Marinha permite alistamento até 41 anos. Além disso, o Exército flexibilizou restrições anteriores, permitindo que candidatos com condenações por posse de maconha possam se alistar.

A decisão ocorre em um momento crítico, com os Estados Unidos envolvidos em uma guerra contra o Irã. Esta semana, o Pentágono ordenou o envio de cerca de 2 mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada para o Oriente Médio.

Especialistas, como Katherine Kuzminski, do Centro para uma Nova Segurança Americana, afirmaram que a mudança é uma resposta a anos de dificuldades para atingir metas de recrutamento e ao envelhecimento da população americana, não apenas uma reação imediata à guerra. Um relatório da RAND Corporation indica que recrutas mais velhos têm desempenho ambivalente, com maior probabilidade de reprovação no treinamento básico, mas aqueles que concluem tendem a ser promovidos mais rapidamente.

Kuzminski destacou que esses soldados trazem maturidade e habilidades técnicas essenciais em áreas como segurança cibernética, logística e transporte.

Nos anos de 2022 e 2023, o Exército enfrentou crises significativas no recrutamento, não atingindo a meta de 60 mil recrutas em 2022, convocando apenas cerca de 45 mil. Em 2023, o desfalque foi de 15 mil pessoas. Contudo, em 2025, mais de 62 mil se alistaram, superando a meta estabelecida.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, atribuiu o sucesso da campanha ao apoio político ao presidente Donald Trump. Oficiais do Exército acreditam que programas de treinamento físico e acadêmico para candidatos e o aumento do desemprego entre jovens de 16 a 24 anos foram fatores decisivos.

A nova regulamentação elimina a necessidade de isenções oficiais para recrutas com uma única condenação por posse de maconha, processo que anteriormente poderia levar meses. Essa mudança reflete a necessidade das Forças Armadas de se adaptarem a uma realidade em que quase metade dos estados americanos legalizou o uso recreativo de maconha, embora o Exército reforce que não tolera o consumo de substâncias ilícitas entre seus membros ativos.

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