O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira (26) que suas tropas eliminaram mais de 30 combatentes do Hezbollah nos últimos dias durante operações no sul do Líbano.
Um vídeo divulgado pelo Exército israelense mostrou um ataque a um prédio onde estariam combatentes do grupo libanês. A Reuters não conseguiu verificar o local e a data em que o vídeo foi filmado, e nenhuma versão mais antiga do vídeo foi encontrada.
Israel informou que pretende estabelecer uma parte do sul do Líbano como uma “zona de segurança” contra os combatentes do Hezbollah. Essa decisão gerou preocupações entre os libaneses sobre uma possível ocupação militar israelense, o que poderia aumentar a instabilidade e provocar mais deslocamentos.
As tropas terrestres israelenses construíram novas fortificações ao sul do rio Litani e destruíram casas em aldeias. O Hezbollah declarou que lutará para impedir a ocupação do sul do Líbano, considerando essa medida uma “ameaça existencial” ao país.
Desde o início do conflito, ataques israelenses resultaram na morte de mais de 900 pessoas no Líbano, conforme informações de autoridades locais. Além disso, ordens de retirada de Israel já afetam 10% do território libanês.
O conflito no Oriente Médio também se intensificou com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que começou em 28 de fevereiro. Um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, e diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas.
Em resposta, o regime iraniano realizou ataques contra vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que os alvos eram apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.


