As Filipinas se tornaram o primeiro país do mundo a declarar estado de emergência em resposta à escassez de energia provocada pela guerra no Oriente Médio. A secretária de Relações Exteriores das Filipinas, Maria Theresa Lazaro, informou que o país possui reservas de petróleo suficientes para um período de 40 a 45 dias.
Durante entrevista, Lazaro descreveu os “efeitos em cascata” do aumento dos preços da energia na economia. O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., declarou estado de emergência energética nacional na terça-feira (24), alertando para o “perigo iminente” à “disponibilidade e estabilidade do fornecimento de energia do país”.
As medidas adotadas incluem a implementação de ações de conservação de energia, a introdução de subsídios para combustíveis e outras iniciativas para reduzir os custos de transporte. Além disso, o governo tomará ações contra o açambarcamento, a especulação e a manipulação do fornecimento de derivados de petróleo.
As Filipinas importam mais de 90% do petróleo, sendo que grande parte vem dos países do Oriente Médio, região afetada pela guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.
Desde o início da guerra, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei.
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.


